Queria que todas as vezes
que eu escrevesse,
minhas palavras tocassem o mínimo
possível no papel.
É preciso conservar nele sua leveza,
sua fragrância de céu.
Queria escrever poemas
que só andassem nas pontas dos pés,
com palavras bailarinas.
É preciso conservar na folha
o seu jeito de menina.
Delicada. Sem uma só dobrinha.
Mas sou rude,
não sei cortejar a folha com palavras
e acabo sempre recorrendo
às flores...
Denis, para mim essas palavras bailarinas, sambaram no papel. Adorei!
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