Continuando...
Quanto á grande maioria, esta enorme população que vive na condição de indigena da colonia, esta ainda não tem nome. É preciso crial-o. É preciso que uma distincção de designações torne manifesta a distincção real que existe entre as duas categorias de habitantes do maior pedaço da America tropical.
Ha tempos, o sr, ministro Helio Lobo empregou o patronymico "brasilianos". O vocabulo está regularmente formado, ao que parece, mas é antipathico. Acharia eu mais attrahentes os adjectivos "brasiliense", ou "brasilez", esse ultimo com um bom sabor de velho vernaculo. Talvez o melhor, porém, fosse adjectivar a forma "brasil". Seriamos nós assim, os pertencentes ao indigenato, os "brasis", o que teria o pico de uma ironia em relação aos outros, os "brasileiros".
Admittamos, pelo momento, esta designação. Aliás, qualquer uma das outras serviria. O essencial é ter vocabulos diversos para indicar coisas distinctas. relacionadas de facto, mas profundamente distinctas. Neste paiz ha "brasileiros" e "brasis", e o estabelecimento de denominações diversas, viria trazer muito maior clareza ao estudo dos nossos problemas e da nossa historia, ao mesmo tempo que acarretaria fatalmente consequencias sociaes de largo alcance.
Parece isto uma questiuncula de lexicologia. Insisto, porém, em affirmar que ella se reveste de importancia capital que á primeira vista não se manifesta.
Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário