Mas a festa se arrastou por anos
Com muito mais convidados
Holandeses, alemães, africanos
Foliões de todos os lados
Aí começou a mistura
“Ninguém é de ninguém!”
Exceto os de pele escura
Esses eram sempre de alguém
Até Dom Pedro que mal chegara
Também entrou no clima
Subiu num pau-de-arara
E então bradou lá de cima:
“Portugal marcou meu horário
Ameaçou me pôr de castigo
Mas desta festa eu não saio
Digam ao velho que fico!”
E vendo o povo empolgado
Continuou o seu discurso
Num tom ainda mais alto
Com um sotaque bem luso:
“Já me enjoei desse vinho!
Quero algo mais forte!
Ouça bem Portugal:
Caipirinha ou Morte!”
(Continua...)
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