Um pequeno poema para abrir o apetite...
O que traz o vento,
Em seu ritmo lento,
Escondido nas mãos?
Já se ouve os gritos
De outro ser aflito
Será teu irmão?
Não!
O que traz o vento
Para teu desalento,
Para afagar teu afã?
Parece tão leve
Que andar não lhe serve
Será tua irmã?
Não!
O que traz o vento
Para soprar teu tormento
E calar os teus ais?
Talvez seguro porto,
Teu eterno conforto
Será teu pai?
Não!
O que traz o vento,
Que neste momento,
Afugenta teus cães?
Talvez seja ela,
Que teu nome revela
Será tua mãe?
Não!
Então, o que traz o vento,
Este eterno vento
Que tanto te acalma?
Outra coisa, suponho.
Mas indago medonho,
Será tua alma?
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