quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meu horizonte perdido

Resolvi reler Horizonte Perdido, de James Hilton. Não sei se lá em 1933 o autor imaginava que estava criando uma das maiores utopias do homem contemporâneo: encontrar Shangri-la. Quem, ao ler o livro, não deseja estar ali com Conway e seus companheiros naquele escondido paraíso terrestre? Na realidade, acho que muitos já até tentaram, através do livro, encontrar pistas do caminho para Shangri-la. Mas a grande verdade é que, independente dos anseios por Shangri-la, Horizonte Perdido é um belíssimo romance.
Eu também pretendo um dia escrever romances. Não sei quando e não faço idéia do tema. Talvez crie meu próprio paraíso escondido. Ainda não sei. A única coisa certa é que, se houver uma expedição, já tenho um pequeno trecho pronto:

... E a manhã vinha chegando como uma última integrante da expedição, carregando todo o peso do qual tentamos nos desfazer na madrugada, durante nossas poucas horas de sono. E a noite partira em silêncio. Guardara todas as estrelas silenciosamente em sua mochila e seguira o caminho sem despertar o grupo, talvez levando consigo a esperança de nos rever mais adiante. E quanto a nós, ainda mal conseguíamos nos mover. Nossos corpos queriam continuar ali, imóveis, como parte inerte daquele belo e hostil cenário de rochas e abismos. Mas até o assobio agudo de um solitário sovi parecia nos alertar de que era preciso seguir. Com muita relutância deixamos então de ser rochas para voltarmos a ser abismos. Prosseguimos com a expedição...

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