Mais um pequeno poema para degustação...
O poeta tem trejeito estranho,
parece andar sempre distraído.
Mas basta encontrar outro estranho,
para perceber que seu passo é desmedido.
Se continua a caminhar em tal compasso,
chega em uma irresolúvel questão:
Se perdeu a medida dos seus passos
ou se trocou os pés pelas mãos.
É provável que siga sempre questionando,
Pois poeta é um quadrúpede peculiar:
Ora usa as mãos para ir andando,
ora usa os pés para voar.
Queria aproveitar a oportunidade para divulgar aqui um grande espetáculo que ocorrerá neste fim de semana em BH, dia 16 e 17 de abril. O espetáculo é "O Auto da Catingueira", de Elomar Figueira Mello, grande violeiro e poeta do sertão. O espetáculo será realizado no Palácio das Artes e "comemora os 40 anos de escrita do auto e terá ainda a gravação de um DVD. Junto de Elomar sobem ao palco Saulo Laranjeira, Xangai, Dercio Marques, Luciana Monteiro e os músicos João Omar, Marcelo Bernardes e Ocelo Mendonça, além da participação dos bonecos do Grupo Giramundo.
Escrito em cinco atos, O Auto da Catingueira é construído em linguagem dialetal, que é mescla da expressão regional nordestina com a preservação ibérica, no sertão baiano. Narra a saga de Dassanta, pastora de cabras, de seu mundo real e mítico, e das paixões que inspirou, com sua beleza que “matava mais qui cobra de lagêdo”." (Trecho transcrito do site do Palácio das Artes). Vale a pena conferir! Grande abraço!
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