quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Em cada linha...

Enfim a inspiração! Mas faltam a caneta e o papel... Caneta e papel! Mas cadê a inspiração?... Quantas vezes passei por isso! Quantas vezes saio como um louco em busca de um pedacinho de papel, uma caneta qualquer, para tentar colocar em ordem ou no mínimo dar um palco para versos que resolvem dançar sem aviso em minha cabeça. E quantas vezes fui torturado pelo palco vazio, pela alva e fria indiferença de um papel em branco!
                 
De um tempo para cá resolvi buscar uma solução para esse problema (ou pelo menos para falta de papel quando as palavras faíscam). Comecei a escrever poemas numa agenda que me acompanha quase o dia todo. Aproveito cada linha. A inspiração continua pouco assídua, ainda não passei do dia doze de janeiro. E observando minha agenda companheira, suas primeiras páginas, cheguei a conclusão de que assim deveriam ser os dias: Que não passassem até estarem repletos de poesia!

E relembrando um poema de Henriqueta Lisboa:

Calendário

Calada floração
Fictícia
Caindo da árvore
Dos dias.

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