Há pouco tempo, uma amiga minha pediu para que eu escrevesse algo sobre a educação brasileira. Não é preciso conhecer muito para saber que a nossa educação vai mal das pernas. Acatei o pedido dela, mas de antemão já deixei avisado que a minha posição, de certa forma, seria em defesa da atual educação. Creio que minha amiga ficou um pouco desapontada.
Mas o que eu queria dizer a ela é que a educação brasileira é bem sucedida, objetiva, pelo menos ao que se propõe. Explico:
Há uma personagem de Vitor Hugo, do livro “Os trabalhadores do mar”, chamada Deruchette. Ela foi criada por Mess Lethierry, seu tio. Esse, por sua vez, educou a sobrinha dando-lhe ocupações elegantes como música, livros e um pouco de costura. Lethierry queria preservar suas mãos delicadas, sua ternura, sua áurea de menina, sem nunca privá-la da cultura, é claro. Como escreveu o próprio Vitor Hugo, o tio “educou-a mais para ser flor do que para ser mulher”. Ao ler o livro, pode-se dizer que Lethierry foi bem sucedido.
Na educação do Brasil, acontece algo semelhante. Como já disse, ela é até bem feita, eficiente. A diferença é que nós, o povo brasileiro, somos educados mais para pedra do que para homem.
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