Após um longo período de estudos e pesquisas, apresento a todos a conclusão dos meus esforços, uma fria e detalhada explicação fisiológica do "brilho no olhar":
É quase irresistível a delicadeza com que a esperança nos toca os sentidos. Começa mansamente a sussurrar em nossos ouvidos palavras colhidas na última primavera, promessas de futuros jardins. Inalamos então o seu hálito morno do qual as nossas sementinhas silenciosas necessitam para começar a germinar. Sentimos o gosto dos nossos anseios, dos nossos medos, das nossas incertezas a se misturarem e, aos poucos, se dissolverem. Salivamos pelo futuro. Nossos olhos são tomados por claras visões dos horizontes envergando-se até as pontas dos nossos pés. Abrem-se os caminhos. E nosso corpo é o próprio tato da alma, tocado agora por milhões de raios de sol, conduzidos por um sistema nervoso, espelhado e convexo, a tudo o que é vivo, a tudo que deseja luz. É a sinapse da Vida, que faz nascer assim, senhores, a chamada luz da esperança!... ou o popularmente conhecido "brilho no olhar".
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