Após um longo período de estudos e pesquisas, apresento a todos a conclusão dos meus esforços, uma fria e detalhada explicação fisiológica do "brilho no olhar":
É quase irresistível a delicadeza com que a esperança nos toca os sentidos. Começa mansamente a sussurrar em nossos ouvidos palavras colhidas na última primavera, promessas de futuros jardins. Inalamos então o seu hálito morno do qual as nossas sementinhas silenciosas necessitam para começar a germinar. Sentimos o gosto dos nossos anseios, dos nossos medos, das nossas incertezas a se misturarem e, aos poucos, se dissolverem. Salivamos pelo futuro. Nossos olhos são tomados por claras visões dos horizontes envergando-se até as pontas dos nossos pés. Abrem-se os caminhos. E nosso corpo é o próprio tato da alma, tocado agora por milhões de raios de sol, conduzidos por um sistema nervoso, espelhado e convexo, a tudo o que é vivo, a tudo que deseja luz. É a sinapse da Vida, que faz nascer assim, senhores, a chamada luz da esperança!... ou o popularmente conhecido "brilho no olhar".
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Aperitivos - II
Sirvo aqui um pedacinho de cada um dos 3 livros já publicados no blog e deixo também o convite para quem quiser degustá-los por inteiro... Grande abraço!
PÁ VIRADA - Para baixá-lo clique aqui.
POEMA DE UM CAVALHEIRO
Ai amor meu, por que choras tanto?
Não era eu, toda a cura de teus males?
Agora sou razão de teu infindável pranto,
o desencanto que turvou teus olhos-mares?
Não chores, amor, não chores!
Olha bem para os fatos e entende.
Nunca fui rude e nem mesmo infiel.
Então, finda o choro e compreende!
Queria te dar todo o amor do mundo.
Sou cavalheiro, romântico, não cafajeste.
Mas seria, no mínimo, indelicado
devolver o que um dia tu me deste.
MONÓLOGO DE UMA VIDA - Para baixá-lo clique aqui.
(...)Entretanto, parte da platéia continua inquieta, com medo da peça. Ao perceber tanto temor, o ator resolve contar uma história, que ouvira ainda no Segundo Ato, para acalmálos de vez.
"Era uma vez um cego, surdo e mudo,
Que olhava para dentro.
Não sabia a diferença entre
Tapa e alento, mordida e beijo...
Teria que aprender a textura dos desejos.
Então, passou a apalpar as almas das pessoas.
Sentiu sonhos, paixões, medos,
Raiva e alegria escorriam entre os dedos.
Mas onde estava o amor?
Não o encontrava...
Chegou a rir por confundir com
Tantas outras texturas:
Paixão, piedade, ternura...
Até com a dor o confundira...
Com a dor, quem diria?!
Mas não, não achara o amor!
Então, num ato um tanto narcisista,
Resolveu apalpar a própria alma.
Mas não era isso, era curiosidade, teimosia,
Um ato de valentia:
Encontrar o amor, em sua forma pura e adocicada.
Apalpou, apalpou... e nada!
Entrou em pânico, em desespero,
Achava que iria morrer!
O pânico foi tanto, que como
Por milagre, por encanto,
Começou a ouvir, a falar, a ver!
Entretanto, não pôde acreditar
No que viu (emudeceu):
Todos eram cegos, surdos e mudos como ele!
Pela primeira vez na vida,
Amou...
Ninguém da platéia compreendeu nada da história, mas todos adormeceram como
crianças. João apaga a luz e sai sem fazer barulho.(...)
O POETA E O PANO - Para baixá-lo clique aqui.
POEMA DE AÇUCAR
(Para a Luja)
Do céu,
tudo no chão parece formiga.
Do chão,
tudo no céu parece estrela.
Ao teu lado,
tudo – no chão, no céu,
tudo parece estrela.
Somente as estrelas parecem formigas
(formigas a roubar de ti pedacinhos de luz)...
PÁ VIRADA - Para baixá-lo clique aqui.
POEMA DE UM CAVALHEIRO
Ai amor meu, por que choras tanto?
Não era eu, toda a cura de teus males?
Agora sou razão de teu infindável pranto,
o desencanto que turvou teus olhos-mares?
Não chores, amor, não chores!
Olha bem para os fatos e entende.
Nunca fui rude e nem mesmo infiel.
Então, finda o choro e compreende!
Queria te dar todo o amor do mundo.
Sou cavalheiro, romântico, não cafajeste.
Mas seria, no mínimo, indelicado
devolver o que um dia tu me deste.
MONÓLOGO DE UMA VIDA - Para baixá-lo clique aqui.
(...)Entretanto, parte da platéia continua inquieta, com medo da peça. Ao perceber tanto temor, o ator resolve contar uma história, que ouvira ainda no Segundo Ato, para acalmálos de vez.
"Era uma vez um cego, surdo e mudo,
Que olhava para dentro.
Não sabia a diferença entre
Tapa e alento, mordida e beijo...
Teria que aprender a textura dos desejos.
Então, passou a apalpar as almas das pessoas.
Sentiu sonhos, paixões, medos,
Raiva e alegria escorriam entre os dedos.
Mas onde estava o amor?
Não o encontrava...
Chegou a rir por confundir com
Tantas outras texturas:
Paixão, piedade, ternura...
Até com a dor o confundira...
Com a dor, quem diria?!
Mas não, não achara o amor!
Então, num ato um tanto narcisista,
Resolveu apalpar a própria alma.
Mas não era isso, era curiosidade, teimosia,
Um ato de valentia:
Encontrar o amor, em sua forma pura e adocicada.
Apalpou, apalpou... e nada!
Entrou em pânico, em desespero,
Achava que iria morrer!
O pânico foi tanto, que como
Por milagre, por encanto,
Começou a ouvir, a falar, a ver!
Entretanto, não pôde acreditar
No que viu (emudeceu):
Todos eram cegos, surdos e mudos como ele!
Pela primeira vez na vida,
Amou...
Ninguém da platéia compreendeu nada da história, mas todos adormeceram como
crianças. João apaga a luz e sai sem fazer barulho.(...)
O POETA E O PANO - Para baixá-lo clique aqui.
POEMA DE AÇUCAR
(Para a Luja)
Do céu,
tudo no chão parece formiga.
Do chão,
tudo no céu parece estrela.
Ao teu lado,
tudo – no chão, no céu,
tudo parece estrela.
Somente as estrelas parecem formigas
(formigas a roubar de ti pedacinhos de luz)...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
TOC e novo design
Após um breve período de recesso, nossa cozinha está de volta com novos pratos para serem postos à mesa. Durante esse recesso, no qual se passaram o natal e o reveillon, tive a felicidade de reencontrar vários amigos. Nesses (re)encontros ouvi muitas sugestões sobre temas para o blog, idéias para novos pratos. Uma dessas sugestões foi abordar em meu textos alguns temas da Psicologia. Pois bem, resolvi começar o ano servindo algo relacionado ao tema. Sirvam-se à vontade!
Alguns dos comportamentos mais interessantes do ser humano, para não dizer estranhos, são os gerados pelo chamado TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Uma espécie de ritual para ordenação cósmica.
Existem TOCs dos mais variados tipos para os mais variados gostos. Pessoas que só tocam em alguns objetos por determinado número de vezes, ou as que, contrariamente, evitam tocar em alguns objetos. Algumas que só deixam o chinelo do pé direito na frente ao do pé esquerdo. Outras saem ordenando tudo o que vêem pela frente, (quem dirá Darwin, seu TOC foi tão intenso que marcou a história e, de certa maneira, contagiou a todos). Certos tipos são mais complexos, mais elaborados. Como exemplos, essas pessoas que só saem do banheiro após piscarem a luz cinco vezes e olharem-se três vezes no espelho, sem mencionar a necessidade da torneira aberta.
A verdade é que ninguém está a salvo de desenvolver um ou outro tipo de TOC. Eu, por exemplo, não consigo escrever sem antes passar por um pequeno procedimento: primeiro, tenho que tentar abrir o caderno exatamente na última página escrita; segundo, só posso pegar o lápis com a mão direita, depois passo-o para mão esquerda e novamente para a direita (se for caneta, executo o processo duas vezes); por último, faço um rabisco no canto direito inferior da folha. E pronto! Posso começar... Ah, mas se é noite, após todo esse procedimento, ainda tenho que tocar em sete estrelas e dar três beijos na lua.
Pessoal, como puderam ver, nossa mesa está com cara nova. Peço encarecidamente que dêem suas opniões na enquete ao lado sobre o novo desing. Grande abraço!!!
Alguns dos comportamentos mais interessantes do ser humano, para não dizer estranhos, são os gerados pelo chamado TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Uma espécie de ritual para ordenação cósmica.
Existem TOCs dos mais variados tipos para os mais variados gostos. Pessoas que só tocam em alguns objetos por determinado número de vezes, ou as que, contrariamente, evitam tocar em alguns objetos. Algumas que só deixam o chinelo do pé direito na frente ao do pé esquerdo. Outras saem ordenando tudo o que vêem pela frente, (quem dirá Darwin, seu TOC foi tão intenso que marcou a história e, de certa maneira, contagiou a todos). Certos tipos são mais complexos, mais elaborados. Como exemplos, essas pessoas que só saem do banheiro após piscarem a luz cinco vezes e olharem-se três vezes no espelho, sem mencionar a necessidade da torneira aberta.
A verdade é que ninguém está a salvo de desenvolver um ou outro tipo de TOC. Eu, por exemplo, não consigo escrever sem antes passar por um pequeno procedimento: primeiro, tenho que tentar abrir o caderno exatamente na última página escrita; segundo, só posso pegar o lápis com a mão direita, depois passo-o para mão esquerda e novamente para a direita (se for caneta, executo o processo duas vezes); por último, faço um rabisco no canto direito inferior da folha. E pronto! Posso começar... Ah, mas se é noite, após todo esse procedimento, ainda tenho que tocar em sete estrelas e dar três beijos na lua.
Pessoal, como puderam ver, nossa mesa está com cara nova. Peço encarecidamente que dêem suas opniões na enquete ao lado sobre o novo desing. Grande abraço!!!
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