terça-feira, 17 de maio de 2011

Náufragos

Gosto muito de filmes sobre náufragos,histórias de homens que acabam perdidos em alguma ilha deserta. Acho que o que realmente me fascina é aquela liberdade quase que ilimitada, a possibilidade de não se restringir a nada, exceto aos limites do mar. E acho também que não sou o único que possui esse fascínio.
Por outro lado, frusta-me a constatação de que, geralmente, vejo essas histórias acomodado no pequeno sofá da minha casa. É quase que inevitável uma curta reflexão sobre o paradoxo do ser humano e sua liberdade: para termos liberdade, somos obrigados a nos submeter aos aconchegantes limites das quatro paredes de nossas casas. Mas esse é provavelmente o caminho natural das coisas, abrir mão do infinito para saciar o desejo de liberdade.
Mas voltando às histórias dos náufragos, quando criança, não entendia como os navegadores ilhados sentiam sede tendo aquele mar todo aos seus pés. Essa dúvida se prolongou até o primeiro dia em que fui à praia e experimentei daquela água salgada. Desde esse dia também sou fascinado com o mar. Aliás, deveríamos todos aprender mais com o mar, que conserva toda aquela água sem abrir mão da sede...

Um comentário:

  1. Brother eu que não sei quase nada de mar descobri que não sei nada de mim .. pegando carona com ana carolina e você !!! abraços !!!
    André Mendonça

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