terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sinestesia (André Mendonça)

Pessoal, é com enorme prazer que ponho à mesa um belíssimo poema de um grande amigo meu, um irmão de estrada, André Mendonça. Poucos poetas conseguem por tanta precisão e sutileza em seus poemas, de forma que em cada verso, em cada estrofe, não sentimos hora nenhuma o peso das palavras, mas sim uma carga de imagens e sentimentos. Tão leve e tão pesado quanto a alma. Eis o poema:

Cheiro de café com Jazz
Acordes dissonantes
Combinam entre si de forma harmônica

Cheiro de mato com orvalho
Sol nascendo e uma criança correndo
Café pronto e uma broa de fubá com manteiga

Cheiro da mulher amada
Toque suave do seu cabelo
Sussurros ao pé do ouvido
Ouvindo Chico

O Sabor do vinho com o violão
O encontro com um amigo, meu irmão
Lembranças poéticas e devaneios embriagados
Vida consumida aos poucos

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