Pessoal, é com enorme prazer que ponho à mesa um belíssimo poema de um grande amigo meu, um irmão de estrada, André Mendonça. Poucos poetas conseguem por tanta precisão e sutileza em seus poemas, de forma que em cada verso, em cada estrofe, não sentimos hora nenhuma o peso das palavras, mas sim uma carga de imagens e sentimentos. Tão leve e tão pesado quanto a alma. Eis o poema:
Cheiro de café com Jazz
Acordes dissonantes
Combinam entre si de forma harmônica
Cheiro de mato com orvalho
Sol nascendo e uma criança correndo
Café pronto e uma broa de fubá com manteiga
Cheiro da mulher amada
Toque suave do seu cabelo
Sussurros ao pé do ouvido
Ouvindo Chico
O Sabor do vinho com o violão
O encontro com um amigo, meu irmão
Lembranças poéticas e devaneios embriagados
Vida consumida aos poucos
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