terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Novo livro! Párabolas de Quintal...

Pessoal, nossa cozinha ficou parada por um longo tempo, mas foi por uma boa causa. Hoje, no dia da reabertura do blog, anuncio aqui meu novo livro: Parábolas de Quintal! Um pequeno livro de poemas dedicado infância, à essa estação da vida em que não desconfiamos da poesia, somos parte dela!


Trecho do livro:



Parábola da Liberdade

Os cães na praça não tinham dono.
O resto do mundo pertencia ao Outono...

[Sugere-se aqui ouvir o som de folhas secas remexidas]

O menino acordou cedo
(seu dia já nascia com penas).
Era franzino,
Tinha um corpo de pulos e revoadas.
...
Entre as árvores
Tinha um caminho para correr verde.
Quem passava por lá
Virava lagarta
(E o menino passeou por lá).
...
O menino refletia:
O céu não gasta nenhum voo
Com as borboletas.
Borboleta é sopro colorido!
O céu poderia gastar voo com gente!
...
E a borboleta refletia:
Queria que todo homem fosse livre!
Que não houvesse gaiolas!
Que pássaros e homens tivessem os mesmos direitos!
Que qualquer azul jamais fosse fronteira!
Que o orvalho tecesse uma rede
E emaranhasse tudo
Cristalinamente
Sob um único desejo
Metamorfoseado
Em flor.
(E a borboleta pousou na boca do menino).
...
O menino começou a falar asas
Para todo mundo,
Sussurrar cores, cantar vento.
Pena (dessas de dar dó)
Que aquela gente já estava
Gastada de chão.

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