(Texto retirado do livro: Argumentos para amar as nuvens).
Quando fiz minha primeira viagem
de trem, realizei um antigo sonho. Como sonhava um dia viajar nesses vagões
repletos de histórias! Lembro-me do “Dunguinha do Trem”, o simpático zelador do
vagão em que eu estava. Ele falava tudo rimado. Orientava sobre a segurança, o
meio-ambiente, o trajeto... Viajei anestesiado, em êxtase com a paisagem, o
cenário. Às vezes fechava os olhos e punha-me a ouvir a cantiga acelerada
daquela orquestra de metal. Outras vezes ouvia os casos dos passageiros ao meu
redor. Mas logo voltava a olhar lá para fora. Cada túnel era um mergulho.
Pela janela fui observando também
outro trilho, paralelo ao que meu trem percorria. Imagino que ali percorria um
trem invisível. Provavelmente, para os passageiros desse outro trem, cada túnel
era um vir à tona.
sábado, 27 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Tempestades
É como diz o ditado:
"Está na poesia é para se molhar".
Daqui para frente meus "is" não terão mais pingos,
terão tempestades...
"Está na poesia é para se molhar".
Daqui para frente meus "is" não terão mais pingos,
terão tempestades...
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