Coroné, sabe acaso onde anda esse tal de Josia?
Não sei, mas espero que lá praquelas banda...
Lá onde urubu faz ciranda!
Que isso Coroné?!
O sinhô é homi de fé,
temente a Deus, não diga uma bestêra dessa!
Além do mais, Josia é cabra valente,
um herói pra essa gente...
Peão que amansa touro bravo!
É um bom rapaz!
Não conheço, mas quero ver amansar o satanás!!
Vixe nossa senhora! Mas que foi que o mardito te fez?
Antes me roubasse mil rês,
do que roubar minha fia.
E pra um pai, não tem maior agonia,
do que ver sua própria cria
ir embora cum abestado!
Ô patrão, deixa isso de lado,
é amor que os dois sentia!
Amor pra jovem não tem serventia,
Deus só dá amor na velhice!
Isso foi é semvergonhice!
Imagina o que essa gente faladeira vai dizê!!
Eu nem quero sabê,
mas duvido que alguém nesse lugá
tem coragem pra falar mal do cê!
Falar de mim ou da minha fia é tudo iguá...
Quem abri a boca eu vô matá!
Meu santo Cristinho! O patrão ta cum raiva mesmo!
To cum raiva! To cum pena de minha fia! Uma hora dessa
deve de tá deitada no mato, passando frio, fome!
Ela que sempre foi muié de nome,
muié luxosa!
Coroné, desculpa eu estendê a prosa...
mas se me permite perguntá, o que é felicidade?
Ora homi, por que a curiosidade? Mas se quer mesmo sabê,
vô explicá pro cê! Felicidade tá em vê milhões de boi na fazenda,
tá no dinheiro das venda, no diploma de dotô.
Tá no meus gado, nos meus campo de café,
tá nos beijos das muié, no meu casarão...
Hum...entendi...então tá bão...
Num se avexe homi, se trabalhar bastante, um dia ocê chega lá!
Ih, nem dá pra imaginá...Mas se me permite...
Se felicidade é o que o patrão diz,
posso dizê que já sou bem feliz...
Eu que cuido desse gadaiada pro coroné,
sou eu também que sempre colhe o café,
sinto o cheiro da flor,
e de vez em quando até o sabor de uma semente!
Nisso ce tá certo, mas sou eu que tenho o casarão.
Com certeza bom patrão! E que assim Deus queira!
Mas continuando essa prosera, disso não faço questão!
Qualquer lugar pra mim tá bão, seja a rede ou seja o chão,
só exigo ver as estrelas...o luar..
e além do mais, quando o sinhô viaja,
quem é que vai pra sua casa vigiá?
É... ocê é um cabra esperto...mas me diga, quem tem quase 50 muié?
Ô, por certo que é meu coroné!!
Homi entendido do assunto!
Onde vai o coroné, vai rabo de saia junto.
Mas pra terminá meu sinhô,também sei o que é amor.
Não é de 50, é só uma...a mais jeitosa das morena!
Aquela que faz qualquer vida valer a pena!
Uma muié mais formosa que as rosa,
mais doce que o mel!
Daquela que o coração lambe os beiço
e nem pensa em ir pro céu...
Quer ficar pra sempre junto dela,
abraçado, espiando da janela o dia amanhacê!
Eita cabra safado!! Mas isso tudo num há de ser!
Prenda assim nessas banda, só existe minha fia!
O patrão deve de tá certo! Afinal é doutor sabido, homi esperto!
Entretanto, em mais de 10 anos que trabaio pro sinhô,
vancê nunca soube meu nome..
Só me chama de cabra, peão, homi!
Ah, isso num me interessa agora cabra, eu quero é achar minha fia!
Como quiser coroné, eu já vou indo embora,
vou encontrar minha sinhora!
Inté outra hora!... Mas cabra, diga então qual é o nome de vossa senhoria?
(o coronel riu com ironia)
Muito prazer Coroné, meu nome é Josia!
sábado, 26 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Triste de Amor

Conforme enquete feita na semana passada, ponho à mesa o poema escolhido. Esse é mais um poema do meu Livro Pá Virada. Só pra lembrar, o livro pode ser comprado na Livraria Leitura do Shopping Savassi, na Mapel Papelaria na rua Tomé de Souza (pertinho também do Shopping Savassi)ou diretamente comigo. Em Juiz de Fora, com a Andressa Biachi ou em Itabira com a Josiane Boucherville.
Grande abraço!
A tristeza me consumiu.
Levou meus amigos, meus passeios, minhas risadas.
Deixou-me poucas letras
que juntas, não coçam a vista.
E eu, nesse tom depressivo,
nesses versos niilistas,
exalto a burrice milenar do homem,
que não sabe fazer negócio.
Pois no princípio, quando Deus
era quase um sócio,
houve a tal barganha da costela.
E dele, se fez ela: Eva!
Mas o homem sempre foi burro,
nunca lê o contrato.
Estava lá, no rodapé, em letras miúdas
para que lesse o tal Adão:
“Para Eva, tu darás de entrada uma costela
e, no futuro, tu darás também teu coração”.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Cientificamente Poético: Ação e Reação
E seguindo a dieta do Cientificamente Poético...
A ciência sabe que toda ação
Gera uma reação.
Um pequena exceção:
Nós estávamos a estudar física
Quando ela me disse: Eu te amo...
A ciência sabe que toda ação
Gera uma reação.
Um pequena exceção:
Nós estávamos a estudar física
Quando ela me disse: Eu te amo...
Campanha contra a fome: Perca Um Livro!
Pessoal, é com imenso prazer que convido a todos para participar da Campanha Perca Um Livro. Essa é uma campanha feita em alguns lugares do mundo e, como constatei, já acontece também há algum tempo em Belo Horizonte. Ela consiste, basicamente, em perder um livro para que outra pessoa encontre. Porém, é necessário cadastrar o livro no site da Campanha Perca Um Livro, assim vocês podem acompanhar onde está o livro, indicar onde foi "perdido" e, através da etiqueta que o site fornece, fazer com que a pessoa que achar o livro saiba da campanha e possa fazer o mesmo.
Vamos fazer desse mundo uma imensa biblioteca, ou melhor, uma imensa cozinha contra a fome!
Grande abraço!
Vamos fazer desse mundo uma imensa biblioteca, ou melhor, uma imensa cozinha contra a fome!
Grande abraço!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Favo
Durante toda a minha vida,
Não cultivei amores, cultivei abelhas.
Sim, muitas abelhas
Que se aglomeram em meu coração.
Talvez buscassem flores que não havia ali.
Todas elas, abelhas rainhas,
Abelhas princesas, donzelas.
Fizeram morada, esburacou-se tudo.
Depois... simplesmente voaram.
Meu coração então já não sangrava,
Escorria mel...
Não cultivei amores, cultivei abelhas.
Sim, muitas abelhas
Que se aglomeram em meu coração.
Talvez buscassem flores que não havia ali.
Todas elas, abelhas rainhas,
Abelhas princesas, donzelas.
Fizeram morada, esburacou-se tudo.
Depois... simplesmente voaram.
Meu coração então já não sangrava,
Escorria mel...
domingo, 13 de junho de 2010
Cientificamente Poético: Sobre Deus
Tudo que esses cientistas sabem de Deus
É que Ele é bem velhinho...
É que Ele é bem velhinho...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
É tempo de comer!
Pessoal, fiquei muito feliz com o retorno que algumas pessoas me deram em relação ao nome do blog. Por isso, resolvi comentar um pouco sobre o assunto.
Vasculhando a cozinha do grande escritor, psicanalista, educador, mais acima de tudo, cozinheiro Rubem Alves, encontrei o seguinte prato: "O norueguês Thor Heyerdahl, que em 1947 empreendeu a famosa viagem Kon-Tiki, através do oceano Pacífico, morreu enquanto dormia, aos 87 nos. Parou de comer e beber ao ser informado de que sofria de um tumor cerebral. E se os médicos, em nome da ética, o entubassem e o obrigassem a ingerir alimentos? Uma paciente antiga relatou-me que o pai velho, doente e religioso, havia parado de comer. Mas era seu hábito orar diariamente o “Pai Nosso”. Aí ela notou que o seu “Pai Nosso” estava diferente. A cláusula “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” havia sido eliminada."
Algumas pessoas levam isso de comer palavras muito a sério, não é? Mas não é para ser levado? Há quanto tempo que o homem não vem comendo bem mais que o próprio alimento, mas também palavras, poesias, sonhos...?
Voltemos ao passado, até então, chamado primitivo. Tribos guerreavam, lutavam, matavam e comiam... comiam a carne de seus inimigos. Arrisco aqui afirmar que não era o sabor da carne humana que lhes abria o apetite. Quando comiam aquela carne, estavam a comer forças, coragens, habilidades. Comiam sonhos, crenças...
Ainda sim parece um tanto quanto estranho, não é? Vejamos então hábitos mais atuais. Quantas pessoas hoje vão à igreja e comungam? Prática bastante comum hoje em dia. Mas arrisco-me aqui também afirmar que os fiéis não estão ali a comer hóstia. Farinha e água não é assim tão sagrado. As pessoas estão ali a comer o corpo de Cristo. Sim, o corpo. E este corpo é feito de memória viva, de poesia, de fé: Eucaristia.
Mas há quem diga, "eu não sou cristão, não acredito nisso, e também não sou de nenhuma tribo primitiva." Pois bem, vejamos outro ponto, um ponto mais "racional", mais "científico". Existiu um velhinho que, até hoje, é considerado por muitos, um dos maiores pensadores da humanidade. Freud, o nutricionista, digo, o psicanalista. Mas por que não dizer mesmo nutricionista, o nutricionista da alma? Sim! Freud foi um grande estudioso desse hábito estranho que o homem tem de comer palavras. A partir daí, começou a descobrir quais palavras eram boas para serem comidas e quais eram indigestas para determinadas pessoas.
Falei muita besteira? Difícil digerir minhas palavras? Peço apenas que não se vingue desse simples cozinheiro. Lembre-se: a vingança é um prato que se come frio... ou seria o amor? Fernando Pessoa, em seu guloso heterônimo de Álvaro Campos, em "Dobrada à Moda do Porto", teve que comer o amor frio. Mas o amor é prato que se come quente, fervilhando, com muito tempero... E o pobre Drummond, que não pôde comer em paz sua sopa de letrinhas repleta de sonhos...
Por isso pessoal, jamais se espante em ver alguém se empanturrando de palavras, de poesias. Não há regras de etiqueta para esse banquete.
Manuel Bandeira se espanta que o bicho que estava a comer entre os detritos, "...não era um cão, não era um gato, não era um rato...", era um homem. Confesso que não me espanta homem algum de barriga vazia comendo, me espanta os que têm a alma aberta e faminta e não comem.
Sempre é tempo de comer!
Grande abraço!
Vasculhando a cozinha do grande escritor, psicanalista, educador, mais acima de tudo, cozinheiro Rubem Alves, encontrei o seguinte prato: "O norueguês Thor Heyerdahl, que em 1947 empreendeu a famosa viagem Kon-Tiki, através do oceano Pacífico, morreu enquanto dormia, aos 87 nos. Parou de comer e beber ao ser informado de que sofria de um tumor cerebral. E se os médicos, em nome da ética, o entubassem e o obrigassem a ingerir alimentos? Uma paciente antiga relatou-me que o pai velho, doente e religioso, havia parado de comer. Mas era seu hábito orar diariamente o “Pai Nosso”. Aí ela notou que o seu “Pai Nosso” estava diferente. A cláusula “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje” havia sido eliminada."
Algumas pessoas levam isso de comer palavras muito a sério, não é? Mas não é para ser levado? Há quanto tempo que o homem não vem comendo bem mais que o próprio alimento, mas também palavras, poesias, sonhos...?
Voltemos ao passado, até então, chamado primitivo. Tribos guerreavam, lutavam, matavam e comiam... comiam a carne de seus inimigos. Arrisco aqui afirmar que não era o sabor da carne humana que lhes abria o apetite. Quando comiam aquela carne, estavam a comer forças, coragens, habilidades. Comiam sonhos, crenças...
Ainda sim parece um tanto quanto estranho, não é? Vejamos então hábitos mais atuais. Quantas pessoas hoje vão à igreja e comungam? Prática bastante comum hoje em dia. Mas arrisco-me aqui também afirmar que os fiéis não estão ali a comer hóstia. Farinha e água não é assim tão sagrado. As pessoas estão ali a comer o corpo de Cristo. Sim, o corpo. E este corpo é feito de memória viva, de poesia, de fé: Eucaristia.
Mas há quem diga, "eu não sou cristão, não acredito nisso, e também não sou de nenhuma tribo primitiva." Pois bem, vejamos outro ponto, um ponto mais "racional", mais "científico". Existiu um velhinho que, até hoje, é considerado por muitos, um dos maiores pensadores da humanidade. Freud, o nutricionista, digo, o psicanalista. Mas por que não dizer mesmo nutricionista, o nutricionista da alma? Sim! Freud foi um grande estudioso desse hábito estranho que o homem tem de comer palavras. A partir daí, começou a descobrir quais palavras eram boas para serem comidas e quais eram indigestas para determinadas pessoas.
Falei muita besteira? Difícil digerir minhas palavras? Peço apenas que não se vingue desse simples cozinheiro. Lembre-se: a vingança é um prato que se come frio... ou seria o amor? Fernando Pessoa, em seu guloso heterônimo de Álvaro Campos, em "Dobrada à Moda do Porto", teve que comer o amor frio. Mas o amor é prato que se come quente, fervilhando, com muito tempero... E o pobre Drummond, que não pôde comer em paz sua sopa de letrinhas repleta de sonhos...
Por isso pessoal, jamais se espante em ver alguém se empanturrando de palavras, de poesias. Não há regras de etiqueta para esse banquete.
Manuel Bandeira se espanta que o bicho que estava a comer entre os detritos, "...não era um cão, não era um gato, não era um rato...", era um homem. Confesso que não me espanta homem algum de barriga vazia comendo, me espanta os que têm a alma aberta e faminta e não comem.
Sempre é tempo de comer!
Grande abraço!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Cientificamente Poético: A lei da Gravidade
E aí, Sobra ou Sobremesa? Comam e decidam... Grande abraço!
O vento bateu leve,
Sacudindo a macieira.
A maça caiu certeira
Na cabeça do pensador.
Não era a original, a primeira,
Mas o fez pensar se não estava
Atraído pelo inferno mais do que devia...
O vento bateu leve,
Sacudindo a macieira.
A maça caiu certeira
Na cabeça do pensador.
Não era a original, a primeira,
Mas o fez pensar se não estava
Atraído pelo inferno mais do que devia...
Belô Poético
Apresento-lhes um verdadeiro banquete:
"Nos dias 15,16,17 e 18 de julho, próximo, acontece o “6º Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia” de Belo Horizonte – realizado pelos poetas Rogério Salgado e Virgilene Araújo, com o apoio de diversos poetas e não poetas colaboradores, entre eles, todos que fazem parte da programação do Belô 2010 - destaque para aqueles que também atuam nos bastidores: Bilá Bernardes, Heleide O. Santos, Lívio Santos, Graça Faisão, Lea Lu, Inêz Alves, Danilo Freitas, Tiago Parreiras, Rodrigo Starling, Márcia Araújo, Marta Reis, Cláudio Márcio Barbosa, Ana Paula Alves Generoso, Virgínia Araújo, Irineu Baroni, Luiz Leite entre outros de Belo Horizonte, cidades mineiras e de diversas capitais brasileiras.
Os realizadores contarão, também, mais uma vez, com a contribuição do Poeta português Fernando Aguiar.
A marca deste evento é a solidariedade, afetividade e ações que priorizam: colaborações e relacionamentos.
Um dos pontos positivos é a troca de experiências entre a classe poética e cidadãos de diversas classes sociais, entre eles, professores de Literatura, professores e alunos universitários ou não, donas de casa, jornalistas, simpatizantes da poesia, aspirantes à poeta, poetas, escritores e outros; que ao se inscreverem no Encontro terão acesso direto àqueles que fazem parte da programação, os quais tem muito a trocar e com despojamento, como nos anos anteriores, acompanham as atividades do Belô, do primeiro ao último dia, inclusive durante os momentos de descontração.
O tema deste ano será: Poetas unidos em prol do equilíbrio ecológico.”
Para mais informações, acesse o site do Belô Poético.
Grande abraço!
"Nos dias 15,16,17 e 18 de julho, próximo, acontece o “6º Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia” de Belo Horizonte – realizado pelos poetas Rogério Salgado e Virgilene Araújo, com o apoio de diversos poetas e não poetas colaboradores, entre eles, todos que fazem parte da programação do Belô 2010 - destaque para aqueles que também atuam nos bastidores: Bilá Bernardes, Heleide O. Santos, Lívio Santos, Graça Faisão, Lea Lu, Inêz Alves, Danilo Freitas, Tiago Parreiras, Rodrigo Starling, Márcia Araújo, Marta Reis, Cláudio Márcio Barbosa, Ana Paula Alves Generoso, Virgínia Araújo, Irineu Baroni, Luiz Leite entre outros de Belo Horizonte, cidades mineiras e de diversas capitais brasileiras.
Os realizadores contarão, também, mais uma vez, com a contribuição do Poeta português Fernando Aguiar.
A marca deste evento é a solidariedade, afetividade e ações que priorizam: colaborações e relacionamentos.
Um dos pontos positivos é a troca de experiências entre a classe poética e cidadãos de diversas classes sociais, entre eles, professores de Literatura, professores e alunos universitários ou não, donas de casa, jornalistas, simpatizantes da poesia, aspirantes à poeta, poetas, escritores e outros; que ao se inscreverem no Encontro terão acesso direto àqueles que fazem parte da programação, os quais tem muito a trocar e com despojamento, como nos anos anteriores, acompanham as atividades do Belô, do primeiro ao último dia, inclusive durante os momentos de descontração.
O tema deste ano será: Poetas unidos em prol do equilíbrio ecológico.”
Para mais informações, acesse o site do Belô Poético.
Grande abraço!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
...
E, conforme sugerido, ponho à mesa um poeminha do livro Pá Virada. Para quem ainda não tem o livro, fica aí o gostinho. Para quem já tem, que se farte novamente, pois um poema é alimento que não perde o gosto, sem prazo de validade. Bom feriado para todos!
Grande abraço!
O que mais admiro na vida,
No poema, são as reticências
Esses três pontinhos ordenados
E descompromissados com
As conseqüências.
O continuar sem rumo e sem final
Um eterno ir em frente
O verdadeiro ponto de partida
Da mente
A trilha de pão que nos leva de volta
Aonde ainda não chegamos,
Ao nosso lar, a eternidade!
Sim, as reticências contêm a eternidade,
Contêm a liberdade inata aos sonhos.
Proponho que de hoje em diante,
Jamais se termine um texto,
Um poema, uma conversa
Com ponto final.
Que tudo termine (...) com reticências.
Interrogue, exclame, faça pausas,
Mas no fim, reticências!
Como são mágicos esses três pontinhos
Que nos permitem ser feliz para sempre!...
Grande abraço!
O que mais admiro na vida,
No poema, são as reticências
Esses três pontinhos ordenados
E descompromissados com
As conseqüências.
O continuar sem rumo e sem final
Um eterno ir em frente
O verdadeiro ponto de partida
Da mente
A trilha de pão que nos leva de volta
Aonde ainda não chegamos,
Ao nosso lar, a eternidade!
Sim, as reticências contêm a eternidade,
Contêm a liberdade inata aos sonhos.
Proponho que de hoje em diante,
Jamais se termine um texto,
Um poema, uma conversa
Com ponto final.
Que tudo termine (...) com reticências.
Interrogue, exclame, faça pausas,
Mas no fim, reticências!
Como são mágicos esses três pontinhos
Que nos permitem ser feliz para sempre!...
Bicho Ator
Pessoal, gostaria de avisar que, agora no princípio, pretendo servir as refeições pelo menos duas vezes por semana. Nossa mesa ainda está bem no começo, mas aos poucos os pratos serão postos.
Ponho à mesa então, um poema cozinhado em homenagem a minha prima Thais, uma grande atora de Brasília. E vocês decidem, Sobra ou Sobremesa? Grande abraço!
É bicho que perdeu o foco, perdeu a trilha
Que fez do coração,coragem
Da imaginação, a sua imagem
Fez do palco sua ilha
Ali habita!
Domado pelo infinito e cercado de liberdade
Numa era sem idade, é selvagem
Animal que vive à margem
Que come risos vivos e bebe mágoa pura
Pobre criatura... Obrigado a viver feliz
A criar raiz em alma alheia
Abrigado na coxia, espia o mar que tanto anseia
Quer se afogar, quer navegar entre as estrelas
Quer forjar porto na fantasia e ancorar feito uma pena
Rema, rema, rema... um dia atingirá o caos. Cais? Nunca mais!
E quando o sol se acende, que bicho será agora?
Em seu casulo às avessas, põe a alma para fora
Frente à barbárie de platéia, é ovelha!
Uma ovelha que cativa a alcatéia
Com grito, choro e silêncio...
Vai até o proscênio
Demarcar seu território
E num salto ilusório
Rompe o céu! É ave!
É um pombo de papel a romper
Os pensamentos, a voar em sentimentos
Até o pouso sobre o vão.
Já é bicho sem destino
A migrar de mão em mão.
E ao chegar, não mais procria
Cria! Inventa novos ovos
Novas criaturas de proveta
No princípio era o Verbo
E do Verbo fez careta!
É fera! É bela que se prolifera
Até se tornar um
Um único sonho, um único sorriso, um único Ser...
...um único som:
MERDA PRA VOCÊ!!!!
Ponho à mesa então, um poema cozinhado em homenagem a minha prima Thais, uma grande atora de Brasília. E vocês decidem, Sobra ou Sobremesa? Grande abraço!
É bicho que perdeu o foco, perdeu a trilha
Que fez do coração,coragem
Da imaginação, a sua imagem
Fez do palco sua ilha
Ali habita!
Domado pelo infinito e cercado de liberdade
Numa era sem idade, é selvagem
Animal que vive à margem
Que come risos vivos e bebe mágoa pura
Pobre criatura... Obrigado a viver feliz
A criar raiz em alma alheia
Abrigado na coxia, espia o mar que tanto anseia
Quer se afogar, quer navegar entre as estrelas
Quer forjar porto na fantasia e ancorar feito uma pena
Rema, rema, rema... um dia atingirá o caos. Cais? Nunca mais!
E quando o sol se acende, que bicho será agora?
Em seu casulo às avessas, põe a alma para fora
Frente à barbárie de platéia, é ovelha!
Uma ovelha que cativa a alcatéia
Com grito, choro e silêncio...
Vai até o proscênio
Demarcar seu território
E num salto ilusório
Rompe o céu! É ave!
É um pombo de papel a romper
Os pensamentos, a voar em sentimentos
Até o pouso sobre o vão.
Já é bicho sem destino
A migrar de mão em mão.
E ao chegar, não mais procria
Cria! Inventa novos ovos
Novas criaturas de proveta
No princípio era o Verbo
E do Verbo fez careta!
É fera! É bela que se prolifera
Até se tornar um
Um único sonho, um único sorriso, um único Ser...
...um único som:
MERDA PRA VOCÊ!!!!
terça-feira, 1 de junho de 2010
Sr. Palhaço
Para inaugurar nossa refeição, ponho à mesa um poeminha que foi escrito em Juiz de Fora, quando ainda nos tempos de faculdade, alimentava o sonho de formar a banda Sr. Palhaço. Esse poema foi cozinhado para passar a idéia do que seria a banda. Na verdade, a banda nunca saiu do forno, mas o poema está aí, posto à mesa. Bom apetite!
Bem-vindas senhoras! Bem-vindos senhores!
Quero que nesse encontro haja riso e haja choro,
Haja cores e haja coro
E um coral de flores
Que abafe os rumores de tristeza.
Que só nos reste a certeza
De que a vida é poesia
E que no verso-em-verso de cada dia,
Nos dai hoje uma noite,
Esta noite!
Que só rime com alegria,
Com ternura e esperança!
Que se invertam os papéis,
Dai brinquedos aos coronéis
E poderes às crianças!
E que o Verbo seja solto,
Seja louco o bastante para rir
Do moinho que é gigante,
Do Quixote sem clichê,
Do Senhor que é Palhaço,
E do "eu" que é você!
Bem-vindas senhoras! Bem-vindos senhores!
Quero que nesse encontro haja riso e haja choro,
Haja cores e haja coro
E um coral de flores
Que abafe os rumores de tristeza.
Que só nos reste a certeza
De que a vida é poesia
E que no verso-em-verso de cada dia,
Nos dai hoje uma noite,
Esta noite!
Que só rime com alegria,
Com ternura e esperança!
Que se invertam os papéis,
Dai brinquedos aos coronéis
E poderes às crianças!
E que o Verbo seja solto,
Seja louco o bastante para rir
Do moinho que é gigante,
Do Quixote sem clichê,
Do Senhor que é Palhaço,
E do "eu" que é você!
Nossa mesa!
Pessoal, esse é um espaço criado para divulgar poemas que não entraram no meu livro Pá Virada, além de textos diversos que escrevi, mas não tenho a intenção de publicá-los em livros. Portanto, sirvam-se à vontade e decidam se os versos que estão a ler, as palavras que estão a comer, são "Sobra ou Sobremesa". Como diria Rubem Alves, "Nossa fome não é coisa do corpo; é coisa da alma... O corpo é uma cozinha, sem o fogo que queima dentro, o fogo da fome, do desejo, da imaginação, não pode haver esperança de ressureição. Somos o que comemos".
Um grande abraço!
Um grande abraço!
Assinar:
Comentários (Atom)