O destino do coração
Os olhos foram feitos para ver coisas insólitas,
fez-se a alma para gozar da alegria e do prazer.
O coração foi destinado a embriagar-se
na beleza do amigo ou na aflição da ausência.
A meta do amor é voar até o firmamento,
a do intelecto, desvendar as leis e o mundo.
Para além das causas estão os mistérios, as maravilhas.
Os olhos ficarão cegos
quando virem que todas as coisas
são apenas meios para o saber.
O amante, difamado neste mundo
por uma centena de acusações,
receberá, no momento da união,
cem títulos e nomes.
Peregrinar nas areias do deserto
nos exige suportar
beber leite de camelo,
ser pilhados por beduínos.
Apaixonado, o peregrino beija a Pedra Negra
ansioso por sentir mais uma vez
o toque dos lábios do amigo
e degustar como antes o seu beijo.
Ó alma, não cunhes moedas com o ouro das palavras:
o buscador é aquele que vai
à própria mina de ouro.
fez-se a alma para gozar da alegria e do prazer.
O coração foi destinado a embriagar-se
na beleza do amigo ou na aflição da ausência.
A meta do amor é voar até o firmamento,
a do intelecto, desvendar as leis e o mundo.
Para além das causas estão os mistérios, as maravilhas.
Os olhos ficarão cegos
quando virem que todas as coisas
são apenas meios para o saber.
O amante, difamado neste mundo
por uma centena de acusações,
receberá, no momento da união,
cem títulos e nomes.
Peregrinar nas areias do deserto
nos exige suportar
beber leite de camelo,
ser pilhados por beduínos.
Apaixonado, o peregrino beija a Pedra Negra
ansioso por sentir mais uma vez
o toque dos lábios do amigo
e degustar como antes o seu beijo.
Ó alma, não cunhes moedas com o ouro das palavras:
o buscador é aquele que vai
à própria mina de ouro.
Mundos Infinitos
A cada instante a voz do amor nos circunda
e partimos em direção ao céu profundo
Por que deter-se a olhar ao redor?
Já estivemos antes por esses espaços e até os anjos os reconhecem
Retornemos ao mestre, que é lá nosso lugar
Estamos acima das esferas celestes, somos superiores aos próprios anjos
Além da dualidade nossa meta é a glória suprema
Quão distante está o mundo terreno do reino da pura substância?
Por que descemos tanto?
Apanhemos nossas coisas e subamos mais uma vez
Sorte não nos faltará ao entregarmos de novo nossas almas
Nossa caravana tem por guia Mustafá, a glória do mundo
Ao contemplar sua face a lua partiu-se em dois pedaços
Não pôde suportar tanta beleza e fez-se feliz mendicante frente àquela riqueza
A doçura que o vento nos traz é o perfume de seus cabelos
A face que traz consigo a luz do dia reflete o brilho de seus pensamentos
Olha bem dentro de teu coração e vê a lua que se despedaça
Por que teus olhos ainda fogem dessa visão maravilhosa?
O homem emerge do oceano da alma como os pássaros do mar
Como há de ser terra seca o lugar do descanso final
de uma ave nascida nesse mar?
Somos pérolas desse oceano. A ele pertencemos. Cada um de nós.
Seguimos o movimento das ondas que se arrastam até a terra
e então retornam ao mar
E eis que surge a última onda e arremessa o navio do corpo à terra
E quando essa onda regressa naufraga a alma em seu oceano
E este é o momento da união.
e partimos em direção ao céu profundo
Por que deter-se a olhar ao redor?
Já estivemos antes por esses espaços e até os anjos os reconhecem
Retornemos ao mestre, que é lá nosso lugar
Estamos acima das esferas celestes, somos superiores aos próprios anjos
Além da dualidade nossa meta é a glória suprema
Quão distante está o mundo terreno do reino da pura substância?
Por que descemos tanto?
Apanhemos nossas coisas e subamos mais uma vez
Sorte não nos faltará ao entregarmos de novo nossas almas
Nossa caravana tem por guia Mustafá, a glória do mundo
Ao contemplar sua face a lua partiu-se em dois pedaços
Não pôde suportar tanta beleza e fez-se feliz mendicante frente àquela riqueza
A doçura que o vento nos traz é o perfume de seus cabelos
A face que traz consigo a luz do dia reflete o brilho de seus pensamentos
Olha bem dentro de teu coração e vê a lua que se despedaça
Por que teus olhos ainda fogem dessa visão maravilhosa?
O homem emerge do oceano da alma como os pássaros do mar
Como há de ser terra seca o lugar do descanso final
de uma ave nascida nesse mar?
Somos pérolas desse oceano. A ele pertencemos. Cada um de nós.
Seguimos o movimento das ondas que se arrastam até a terra
e então retornam ao mar
E eis que surge a última onda e arremessa o navio do corpo à terra
E quando essa onda regressa naufraga a alma em seu oceano
E este é o momento da união.
(Trecho)
Por mais que se descreva ou se explique o amor,
quando nos apaixonamos envergonhamo-nos de nossas palavras.
A explicação pela língua esclarece a maioria das coisas,
Mas o amor não explicado é mais claro.
Quando a pena se apressou em escrever,
Ao chegar no tema do amor, partiu-se em duas.
Quando o discurso tocou na questão do amor,
A pena partiu-se e o papel rasgou-se.
Ao explicá-lo, a razão logo empaca, como um asno no atoleiro;
Nada senão o próprio Amor pode explicar o amor e os amantes...
quando nos apaixonamos envergonhamo-nos de nossas palavras.
A explicação pela língua esclarece a maioria das coisas,
Mas o amor não explicado é mais claro.
Quando a pena se apressou em escrever,
Ao chegar no tema do amor, partiu-se em duas.
Quando o discurso tocou na questão do amor,
A pena partiu-se e o papel rasgou-se.
Ao explicá-lo, a razão logo empaca, como um asno no atoleiro;
Nada senão o próprio Amor pode explicar o amor e os amantes...