Aulas de música
Aos poucos estou aprendendo a distinguir os pássaros através dos seus
cantos. É uma questão de observação e escuta. Imagino que o primeiro ser humano
que cantou também observou e aprendeu com os pássaros.
Está aí uma boa sugestão para as escolas de música, as primeiras aulas
deveriam ser de observação e escuta dos pássaros. Haveria tantas melodias,
tantos ritmos! E quem sabe, nas aulas seguintes, o voo fosse a lição?!
Ainda sobre música
Tudo no mundo parece ter sua própria voz, seu próprio som. Acontece que às
vezes as vozes se atropelam e a música perde o ritmo. Nessas horas, penso que é
preciso uma forte tempestade, dessas que emudecem a alma. E assim, depois que a
tempestade passa, o mundo começa a recuperar o fôlego, a voz. Cada coisa retoma
seu devido lugar na sinfonia. É como se a água varresse os ruídos, deixando a
melodia clara e limpa. A tempestade é a deixa para os que cantam...
Versinho leve
É preciso sentir-se leve,
diluir a vida no ar.
Que a alma só carregue
o que o vento puder carregar!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Novo livro!
Pessoal, no dia 1 de junho este blog completará 3 anos. Antecipando as comemorações, tenho a alegria de servir aqui em nossa mesa o meu novo livro: Argumentos para amar as nuvens. Sirvam-se à vontade. Para fazer o download do livro é só clicar aqui ou no próprio nome do livro, no canto direito superior do blog.
domingo, 12 de maio de 2013
Às mães
Para homenagear todas as mamães, sirvo aqui um belo poema de Ivo Barroso chamado "Mãe":
Mãe
Mãe – quer dizer: a que sabe; a que, vendo
O bem, se alegra e, vendo o mal, perdoa.
Mãe – é a que sente, a que sofre e, sofrendo,
Tem para tudo uma palavra boa.
Mãe – é a que chora em silêncio, temendo
Que alguém lhe veja o pranto e se condoa.
Mãe – é a que embarga o seu soluço e, erguendo
O rosto, diz: “Estou chorando à-toa…”
Mãe – é a que vê no coração da gente;
A que adivinha tudo em nós, e esquece
– Qual anjo que, fiel, nos acompanhe…
E eu que já fui em outros tempos crente
E que hoje me esqueci de toda prece,
Quando quero rezar, murmuro: MÃE!
Mãe
Mãe – quer dizer: a que sabe; a que, vendo
O bem, se alegra e, vendo o mal, perdoa.
Mãe – é a que sente, a que sofre e, sofrendo,
Tem para tudo uma palavra boa.
Mãe – é a que chora em silêncio, temendo
Que alguém lhe veja o pranto e se condoa.
Mãe – é a que embarga o seu soluço e, erguendo
O rosto, diz: “Estou chorando à-toa…”
Mãe – é a que vê no coração da gente;
A que adivinha tudo em nós, e esquece
– Qual anjo que, fiel, nos acompanhe…
E eu que já fui em outros tempos crente
E que hoje me esqueci de toda prece,
Quando quero rezar, murmuro: MÃE!
sábado, 11 de maio de 2013
Outras cozinhas (Cozinha estadunidense)
A flecha e o canto (Longfellow)
Lancei ao ar uma flecha,
Não sei onde foi cair;
Partiu veloz, que a vista
Não pôde o vôo seguir.
Ao ar desferi um canto,
Não sei onde foi cair;
Que vista aguda há que possa
Do canto o vôo seguir?
Tempos depois, num carvalho
A flecha perfeita achei;
E guardado em peito amigo
Inteiro o canto encontrei.
O coração tem bordas estreitas (Emily Dickinson)
O coração tem bordas estreitas
E, feito o mar, se mensura
Por um poderoso baixo contínuo
E monotonia azul
Até que um furacão o seccione
E, enquanto descobre
Seu insuficiente espaço,
Aprende convulsões
Que a calmaria é tão só muralha
De intocada gaze:
A pressão de um instante a destrói,
Um questionamento a esgarça.
Fogo e gelo (Robert Frost)
Uns dizem que o mundo em fogo termina,
Outros, que em gelo se apaga.
E eu já provei de desejo, que é sina
Por isso repito que em fogo termina.
Mas se mais uma vez nosso mundo se estraga,
Só sei que na vida provei tanto ódio voraz
Que posso dizer que, se em gelo se apaga,
Tanto fez como tanto faz,
Posto que tudo se acaba.
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